Alunos autistas e a Educação Superior

Apesar do grande número de pesquisas realizadas durante mais de meio século, o autismo continua ocultando sua origem e grande parte da sua natureza, apresentando desafios à intervenção terapêutica e educacional. A palavra autismo, hoje, pode ser associada a diversas síndromes. Os sintomas, comprometimento e necessidades variam amplamente, o que explica tratá-lo como espectro de transtornos.

Na educação superior, a inclusão da pessoa autista atualmente impõe um grande desafio às Instituições de Ensino, uma vez que essas instituições se vêm em situação de quebra de paradigma e culturalmente, até então, todo seu desenho de estrutura curricular, física e pedagógica permeava um padrão a partir do estereótipo de outros alunos que durante décadas teve acesso à educação sem a necessidade de uma adaptação especial.

Neste sentido, para garantir que os alunos tenham o direito à educação básica, ao ensino superior e à educação profissional, os sistemas de ensino devem efetuar a matricula dos estudantes nas classes comuns de ensino regular, assegurando o acesso à escolarização, bem como a oferta dos serviços de educação especial, com atendimento especializado e profissional de apoio.

O direito à educação para pessoas autistas é garantido pelo Ministério da Educação, por meio da nota técnica nº24/2013, que trata da orientação aos Sistemas de Ensino para a implantação da Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A legislação tem nas suas diretrizes a consecução de seus objetivos, a efetivação do Direito a Educação, e em seu cerne, inclusive, a inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, remetendo a efetiva inclusão social.

Para a implementação de um atendimento educacional especializado, as IES precisam urgentemente rever seus currículos, espaços físicos; principalmente as salas de aulas e por fim seus projetos pedagógicos, onde o mesmo deve tornar-se flexível e aceitar a aplicação de novos recursos pedagógicos; inclusive com individualização do plano de aula.

As novas tecnologias podem ajudar muito nessa mudança, inclusive permitindo que cada aluno, independente de suas habilidades ou necessidades especiais, aprenda no seu tempo e ritmo.

A educação da pessoa autista pode torna a vida mais compreensível e dotá-la de habilidades úteis, aumentando sua capacidade de lidar e ter prazer com a vida, incluindo-a na sociedade e no mercado de trabalho.

No dia 02 de abril comemora-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, desta forma fica o convite para revermos se as Instituições de Ensino Superior do nosso País estão preparadas para atender as pessoas autistas e possibilitar a inclusão no mercado de trabalho, permitindo assim sua real participação na sociedade.

Profª. Carina Alves é especialista em Educação a Distância e teve sua dissertação de mestrado sobre a escolarização de crianças autista e expectativas de pais.

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